changez tout

Cansei de dizer o não dito.
A verdade é que preciso me sentir mais do que isso.
Eu errei sim, mas isso foi antes.
Vivo o meu eu hoje.
Não vou mais adiar palavras, nem ter medo de deixá-las sair da forma que for. 
Eu vim até aqui e não será agora que volto. 
Daqui só vou pra frente. Porque é lá que me vejo.
Se queres então continuar aqui, eu falarei de amor, de tempo, de tudo.
E cabe somente a cada um de nós querer esperar, ficar, ir, correr, viver.
De nada adianta a cada dois passos para frente, eu dar três para trás.
Minha força é maior até do que eu penso.
E eu sou melhor do que acredito ser.
Essa parte eu sei que fiz, e continuarei.
Mas não espere sempre olhar para o lado e me ver, porque quando eu olhei, não mais te vi.

Coloco ao lado do coração. Não gosto de ser a opção.
Eu olho de longe, te digo sem abrir a boca que não aceito. Seria egoísta demais se você chegasse a ouvir.
Você iria como foi da outra vez. E eu, ficaria de novo aqui, arrependida de algo que nem sei direito.
A verdade é uma só, e gostando dela ou não, preciso entendê-la.
E basta aqui. Não adianta mais pensar como quero.

Foi.

É como sempre, falar do inexplicável.
Dizer que doeu quando li, quando vi.
Aquele medo parece me rondar rindo baixo para só eu ouvir. Estás zombando de mim então?
Talvez me ache ingênua demais por acreditar em algo que desacreditei há muito tempo?
Cansei. Quero viver sem me perguntar se consigo.
Ouvir ontem como então as pessoas mudam, e ver hoje o quanto mudou me distancia.
O amor é independente disso.
Depentende é a carne, o desejo, o medo.
No fim de tudo, a pergunta é sempre a resposta. Era eu.
Não sei mais até onde me importa saber.
Eu vivo de amor, de cumplicidade, e isso, nunca foi segredo.
Te abri meu coração, meus sonhos, pensamentos. E da forma mais cruel, você os fechou novamente.
Eu escolhi, decidi, lutei, chorei, ouvi, falei.
Não foi em vão. Mas, foi pra mim, não pra nós.
Nós, talvez deixe de ser.
Passa a ser eu, tu, eles, elas.

I can.

Respiro fundo aqui. Me sinto vazia e preenchida da mesma forma.
Eu quero não mais querer.
Me vejo em um canto, olhando o vazio, sentindo a presença, chorando. Como se tudo não bastasse, tem o nada.
Eu consigo enfim dormir. E o sonho tem a mesmaa forma diferente.
Acordo, levanto, lavo o rosto. Vejo o espelho, e só.
Há muito tentando, tentando. Corro, ando, sento, espero, grito, ouço.
De repente do vazio se faz o batido descompassado do meu coração amedrontado com o novo.
Tento traduzir em palavras, em olhares, em uma música. Alguém é capaz de me ouvir?
Ao meu redor eu vejo você de novo. A estranha sensação de querer entender o incompreensível.
O que te trouxe até aqui dessa vez? Meu medo? Seu medo? A falta do choro, a saudade de gritos mudos no corredor?
Volto. Vejo o que eu trouxe até aqui. Alguém é capaz de ver?
Aos poucos vejo você ir embora sem querer. Você finalmente vê que eu posso.
Posso ser eu, assim, com defeitos, erros. Eu vejo que finalmente posso.
E dessa forma vou.
Eu sigo em frente. Sem você. Que sem eu querer, me deu uma muleta para provar que eu não podia andar. E eu posso ter demorado. Mas eu aprendi, num passo de cada vez, caindo as vezes, tropeçando. Mas não tenho mais uma muleta para apenas me apoiar em algo falso. Tenho pessoas. Me estendem a mão.
Não consigo ainda não olhar mais para trás e te ver. Eu ainda teimo, vejo, sinto até falta ás vezes. Mas volto ao início. Ao respirar fundo.

Vida, amor, eu.

Como vir aqui e dizer tudo isso do coração?
Dizer que hoje eu vendo o nada, vi que nada somos. Nada podemos.
Com a cabeça confusa, o coração desesperado eu hoje chorei. Chorei por tudo que não posso mudar, que devo aceitar, e encarar dessa forma a vida que ás vezes me angustia tanto.
A verdade é que somos o que escolhemos. E nada nos faz mudar, a não ser nós mesmos.
É a sensação de decepção que tanto dói, a de saber que não tem volta, a de pensar que talvez nem tudo seja pra sempre.
É praticamente ir atrás da infelicidade. É saber que aquilo só vai te magoar, e que volte todos aqueles sentimentos tão difíceis. Mas, e o amor?
Como podemos não pensar no amor. Será que aquilo que tanto ouço seja realmente verdade? Não. Amor existe sim.
Como sempre a dúvida em momentos assim. Dúvida da vida, não do amor.
E nessas horas que eu sei, que aprendi aos poucos, mas aprendi. Aprendi a respeitar, a ouvir, a falar, a amar, a entender.
Não julgo mais, nem discuto. Apenas procuro um canto onde eu possa encontrar a paz, os sentimentos, os pensamentos positivos.
A calmaria encontro aqui, em palavras poucas, bobas, sozinhas. Encontro na música recém descoberta, na bagunça dos cães. Tudo isso me torna quem sou, porque tudo foi eu quem escolhi.

Marcela Silva
24/12/2009 00:00

Nada faz sentido quando assim me encontro.
Olho para os lados, vejo todos, não vejo ninguém.
Eu choro sozinha então. Me vejo num escuro, onde só enxergo o que não quero.
Não sei se optamos por sentir, se podemos simplesmente sair desse sentimento.
Eu volto, vejo tudo novamente, onde parei? Porque deixei chegar aqui?
Não lembro qual foi a escolha, o tempo, o cheiro. Lembro vagamente de músicas.
Ouço agora o grito mudo da esperança dentro desse coração que bate forte e pesado.
O que eu faço? Eu corro, eu grito, eu choro. E no fim, eu acabo no único lugar onde eu me vejo verdadeiramente, no colo do amor.

“eu não escrevo aquilo que quero, eu escrevo aquilo que sou”

dizendo pouco posso enfim dizer muito.
verdades, mentiras. tudo.
Era uma tarde de sol, de amor. Como na vida, mudou, escureceu, e algo aconteceu para que os que ali estivessem vissem que nada é exatamente como queremos.
A opção era correr, fugir de algo tanto assustador. Prefiri ali ficar.
Olhei pra cima, enfrentei o medo que passou em todo meu corpo naquele momento.
Agradeci. Só podia ter feito isso. Eu vi além de muitos. Eu vi mudança, verdade, como um aviso me machuquei para perceber que aquela mudança não era simples e nem passaria fácil. Mas era a melhor forma de me fazer entender o porque eu quis tanto ir até lá. Lembrei de mim, de tempos bons, onde aprendi o que era amizade. Eu só pude respirar bem fundo, não segurar o grito e nem as lágrimas, e entendi. 
A vida é feita de mudanças e escolhas. Tudo o que vai, volta, e essa pra mim é a lei do universo.
Todo um pensamento, uma vida, uma música, um suspiro, esperança, felicidade. Sentimentos que se transmitiram em um ato que vimos muitos dias, mas ás vezes, precisamos de algo que nos causa medo para entender.
Foi a melhor chuva que já vi.

Marcela Silva
18/01/2008 21:53

Há.

Tempos importantes e imponentes. Impotentes tantas vezes.
De nada adianta ficar no passado, viver só no futuro. Mão atadas no presente.
A vida é composta de momentos, pensamentos. Fazemos cada um da forma que bem entendemos.
Tudo nessa vida tem uma lado positivo e um negativo. O negativo está sempre na nossa frente, estampado e em letras garrafais para nem pensarmos no outro. É o caminho mais fácil, e o que nos leva na maior parte do tempo a perder alegrias, pessoas, amor.
Perder amor. Quantas vezes não nos prendemos no passado, e ficamos com um pensamento que talvez as coisas melhorem, que talvez ele te dê valor, que talvez ele largue tudo, que talvez ele pare de mentir, que talvez vocês fiquem juntos. Talvez. E enquanto esse talvez não vai, do nosso lado passa alguém, permace, vai embora. Nem notamos tal presença, nem vimos o amor, o tempo.
Há quem espere outro decidir por ele,  há quem decide sem pensar nas consequencias, há quem simplesmente não decide. E ai, vive ali, largado no passado, sem notar as belezas de agora, os futuros cheiros que logo estão por vir.
Há quem espere 3 anos para falar a verdade, chorar a verdade. Há quem nunca o faz.
Há quem mesmo com medo escreva, mesmo com medo agradece.
Esse tempo que muitas vezes é o remédio, é a dor. Tantas vezes é o único amigo que temos, a única esperança que resta, mas vemos apenas como um inimigo por não simplesmente ser agora a solução.
São palavras soltas que escrevo na esperança de o tempo mostrar a verdade. São sonhos secretos para que o tempo os tornem reais. São sorrisos sinceros, lágrimas, abraços.
Aprendi a esperar sendo impaciente, aprendi a ir em frente quando eu quis ficar, aprendi que minha história quem dita sou eu, mesmo querendo que os outros a fizessem para que eu pudesse ficar em um lugar onde os problemas não chegassem, pois ali era seguro, mesmo não sendo real.
E assim eu choro quando preciso, admito erros, celebro conquistas, e amo.
Porque no fim de tudo, você percebe que apenas o amor podia te trazer até aqui.

Marcela Silva
19:42 14/01/2009