I can.

Respiro fundo aqui. Me sinto vazia e preenchida da mesma forma.
Eu quero não mais querer.
Me vejo em um canto, olhando o vazio, sentindo a presença, chorando. Como se tudo não bastasse, tem o nada.
Eu consigo enfim dormir. E o sonho tem a mesmaa forma diferente.
Acordo, levanto, lavo o rosto. Vejo o espelho, e só.
Há muito tentando, tentando. Corro, ando, sento, espero, grito, ouço.
De repente do vazio se faz o batido descompassado do meu coração amedrontado com o novo.
Tento traduzir em palavras, em olhares, em uma música. Alguém é capaz de me ouvir?
Ao meu redor eu vejo você de novo. A estranha sensação de querer entender o incompreensível.
O que te trouxe até aqui dessa vez? Meu medo? Seu medo? A falta do choro, a saudade de gritos mudos no corredor?
Volto. Vejo o que eu trouxe até aqui. Alguém é capaz de ver?
Aos poucos vejo você ir embora sem querer. Você finalmente vê que eu posso.
Posso ser eu, assim, com defeitos, erros. Eu vejo que finalmente posso.
E dessa forma vou.
Eu sigo em frente. Sem você. Que sem eu querer, me deu uma muleta para provar que eu não podia andar. E eu posso ter demorado. Mas eu aprendi, num passo de cada vez, caindo as vezes, tropeçando. Mas não tenho mais uma muleta para apenas me apoiar em algo falso. Tenho pessoas. Me estendem a mão.
Não consigo ainda não olhar mais para trás e te ver. Eu ainda teimo, vejo, sinto até falta ás vezes. Mas volto ao início. Ao respirar fundo.

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