vida ao modo meu.

eu falo sobre a vida, da forma como eu a vejo, sinto e vivo.
sonhei com o não eu. eu não era eu, você não existia, os medos eram frequentes.
o novo se aproxima de forma corrente e rápida. decisões que mudarão nossas vidas para sempre indiferente de qual for o resultado.
falar de amor já não mais preciso, eu preciso falar de vida, pois essa, se resume ao todo, em amor.
de nada adianta eu querer gritar com as pessoas que não querem ouvir mesmo se falo baixo.
a consequência existe em todos os atos que decidimos.
volto ao início onde sei que a base é sim a família. a que eu construo todos os dias aqui na minha casa.
aos poucos eu aprendo a ser paciente, e fazer a minha parte.
eu te alertei quando achei necessário.
eu te abracei quando precisou.
eu me diverti ao meu modo ao lado de quem gosto.
eu falei sinceras palavras que as vezes realmente dói quando achei que precisava escutar.
eu estou do seu lado quando precisar.
não espero que tudo volte já. nem fiz esperando.
eu fiz porque o universo assim funciona.
faça o bem, que ele retornará.
dias assim passam rápido.
mas, sei que logo melhores virão, e hoje ainda é o começo, e sei que faremos tudo o que é necessário.
essa vida eu que vivo.
vida que eu tenho orgulho de cada passo, cada erro, cada acerto, cada choro, sorriso.
vida que eu nunca conseguirei aqui falar, posso apenas viver, e aqueles que querem torcer, ao nosso lado estarão.

learning

o aprender da vida de forma só me faz viver dias assim.
onde não consigo expressar risos soltos como vento pela casa.
felicidade ao ver nossas crianças correndo sozinhas, independetes, mas, nossas mesmo assim.
a ansiedade de ver novas nascendo, crescendo, vivendo.
já não há mais medo então de dias distantes.
onde tudo podemos, tudo façamos, tudo amamos.
nem toda a força que existe em um único ato, poderia enfim mostrar o que é realmente.
mais uma vez são palavras que aprendi a dizer apenas de te ver.
formas que aprendi a admirar apenas por viver você.
tenho agora a visão de um mundo que jamais tive, o meu.
e como sempre, mais bizarro ainda, é que você precisou tirar vendas negras dos meus olhos escuros para ver todas as cores que uma vida só tem. a vida minha.
minha que faço, que vivo, que amo.
e olha só. acabou os dois curtos e eternos dias que eu posso te agradecer por ser exatamente tudo o que meu sonho nem sonhava que existisse. ser você, e eu ser eu, e isso ser o complemento dessa vida que escolhemos ter.

changez tout

Cansei de dizer o não dito.
A verdade é que preciso me sentir mais do que isso.
Eu errei sim, mas isso foi antes.
Vivo o meu eu hoje.
Não vou mais adiar palavras, nem ter medo de deixá-las sair da forma que for. 
Eu vim até aqui e não será agora que volto. 
Daqui só vou pra frente. Porque é lá que me vejo.
Se queres então continuar aqui, eu falarei de amor, de tempo, de tudo.
E cabe somente a cada um de nós querer esperar, ficar, ir, correr, viver.
De nada adianta a cada dois passos para frente, eu dar três para trás.
Minha força é maior até do que eu penso.
E eu sou melhor do que acredito ser.
Essa parte eu sei que fiz, e continuarei.
Mas não espere sempre olhar para o lado e me ver, porque quando eu olhei, não mais te vi.

No meu conceito mais cru, eu te vejo sob um olhar meu.
Volto a contar dias, horas, momentos.
Momentos eternos de felicidade, ainda ouço nossas risadas ecoarem no coração cheio.
Hoje eu escrevo o que talvez só pra mim tenha tanto significado.
Não preciso mais fechar os olhos pra sonhar, nem sonhar pra viver.
Viver é acordar, o banho, a música, o rádio, o trânsito. Sonho é o anoitecer, deitar, o cheiro, o beijo, o junto.
Nem tudo é belo aos olhos de todos, nem todos são belos e sabem admirar a arte por si só. Mas, o que sempre é válido é a continuação da livre expressão, assim como a sua, assim como a dela, e assim como a minha.
Uma parte aqui, ou lá, eu construo minha história.

Coloco ao lado do coração. Não gosto de ser a opção.
Eu olho de longe, te digo sem abrir a boca que não aceito. Seria egoísta demais se você chegasse a ouvir.
Você iria como foi da outra vez. E eu, ficaria de novo aqui, arrependida de algo que nem sei direito.
A verdade é uma só, e gostando dela ou não, preciso entendê-la.
E basta aqui. Não adianta mais pensar como quero.

Foi.

É como sempre, falar do inexplicável.
Dizer que doeu quando li, quando vi.
Aquele medo parece me rondar rindo baixo para só eu ouvir. Estás zombando de mim então?
Talvez me ache ingênua demais por acreditar em algo que desacreditei há muito tempo?
Cansei. Quero viver sem me perguntar se consigo.
Ouvir ontem como então as pessoas mudam, e ver hoje o quanto mudou me distancia.
O amor é independente disso.
Depentende é a carne, o desejo, o medo.
No fim de tudo, a pergunta é sempre a resposta. Era eu.
Não sei mais até onde me importa saber.
Eu vivo de amor, de cumplicidade, e isso, nunca foi segredo.
Te abri meu coração, meus sonhos, pensamentos. E da forma mais cruel, você os fechou novamente.
Eu escolhi, decidi, lutei, chorei, ouvi, falei.
Não foi em vão. Mas, foi pra mim, não pra nós.
Nós, talvez deixe de ser.
Passa a ser eu, tu, eles, elas.

I can.

Respiro fundo aqui. Me sinto vazia e preenchida da mesma forma.
Eu quero não mais querer.
Me vejo em um canto, olhando o vazio, sentindo a presença, chorando. Como se tudo não bastasse, tem o nada.
Eu consigo enfim dormir. E o sonho tem a mesmaa forma diferente.
Acordo, levanto, lavo o rosto. Vejo o espelho, e só.
Há muito tentando, tentando. Corro, ando, sento, espero, grito, ouço.
De repente do vazio se faz o batido descompassado do meu coração amedrontado com o novo.
Tento traduzir em palavras, em olhares, em uma música. Alguém é capaz de me ouvir?
Ao meu redor eu vejo você de novo. A estranha sensação de querer entender o incompreensível.
O que te trouxe até aqui dessa vez? Meu medo? Seu medo? A falta do choro, a saudade de gritos mudos no corredor?
Volto. Vejo o que eu trouxe até aqui. Alguém é capaz de ver?
Aos poucos vejo você ir embora sem querer. Você finalmente vê que eu posso.
Posso ser eu, assim, com defeitos, erros. Eu vejo que finalmente posso.
E dessa forma vou.
Eu sigo em frente. Sem você. Que sem eu querer, me deu uma muleta para provar que eu não podia andar. E eu posso ter demorado. Mas eu aprendi, num passo de cada vez, caindo as vezes, tropeçando. Mas não tenho mais uma muleta para apenas me apoiar em algo falso. Tenho pessoas. Me estendem a mão.
Não consigo ainda não olhar mais para trás e te ver. Eu ainda teimo, vejo, sinto até falta ás vezes. Mas volto ao início. Ao respirar fundo.

Eu quero esse sonho que está na minha essência.

Isso tudo me faz eu
Essa vida
esse amor
essa música
esse cheiro
esse beijo
essa cama
sua boca
meu cabelo
nosso cheiro
essa luz
aquela noite
sua foto
essa mesa
esse som
essa lágrima
esse grito
essa tv
esse chão
esse meu
esse seu
esse nosso
esse sempre
esse nunca
esse sonho.
Você, eu, eles.
Cheguei até aqui por você e com você.
Somos nós.
Minha essência, minhas razões.
Esse eu.

Vida, amor, eu.

Como vir aqui e dizer tudo isso do coração?
Dizer que hoje eu vendo o nada, vi que nada somos. Nada podemos.
Com a cabeça confusa, o coração desesperado eu hoje chorei. Chorei por tudo que não posso mudar, que devo aceitar, e encarar dessa forma a vida que ás vezes me angustia tanto.
A verdade é que somos o que escolhemos. E nada nos faz mudar, a não ser nós mesmos.
É a sensação de decepção que tanto dói, a de saber que não tem volta, a de pensar que talvez nem tudo seja pra sempre.
É praticamente ir atrás da infelicidade. É saber que aquilo só vai te magoar, e que volte todos aqueles sentimentos tão difíceis. Mas, e o amor?
Como podemos não pensar no amor. Será que aquilo que tanto ouço seja realmente verdade? Não. Amor existe sim.
Como sempre a dúvida em momentos assim. Dúvida da vida, não do amor.
E nessas horas que eu sei, que aprendi aos poucos, mas aprendi. Aprendi a respeitar, a ouvir, a falar, a amar, a entender.
Não julgo mais, nem discuto. Apenas procuro um canto onde eu possa encontrar a paz, os sentimentos, os pensamentos positivos.
A calmaria encontro aqui, em palavras poucas, bobas, sozinhas. Encontro na música recém descoberta, na bagunça dos cães. Tudo isso me torna quem sou, porque tudo foi eu quem escolhi.

Marcela Silva
24/12/2009 00:00

Nada faz sentido quando assim me encontro.
Olho para os lados, vejo todos, não vejo ninguém.
Eu choro sozinha então. Me vejo num escuro, onde só enxergo o que não quero.
Não sei se optamos por sentir, se podemos simplesmente sair desse sentimento.
Eu volto, vejo tudo novamente, onde parei? Porque deixei chegar aqui?
Não lembro qual foi a escolha, o tempo, o cheiro. Lembro vagamente de músicas.
Ouço agora o grito mudo da esperança dentro desse coração que bate forte e pesado.
O que eu faço? Eu corro, eu grito, eu choro. E no fim, eu acabo no único lugar onde eu me vejo verdadeiramente, no colo do amor.