“never think”

eu esperei você chegar na minha vida pra poder ter o melhor de mim.
entre erros e acertos, eu o vejo nitidamente em meus sonhos, em minha pele, no meu cheiro.
quando eu ganho sinto seu sorriso em meu rosto, e mesmo nas derrotas, seu abraço é tão presente que esqueço o motivo pra chorar.
já não tenho medo do novo, nem mesmo do velho. nossa história é tão mais. você é tão sempre.
meu coração nunca teve dúvidas do que seria nós.
nós somos alegrias, conquistas, sonhos, amores, músicas, fotos, risadas.
eu sou o que você completa, e isso me torna a mulher mais feliz do mundo.
e hoje só anseio por mais uma coisa, nosso futuro, mas isso não me impede de aproveitar cada segundo, viver seu sorriso todo dia.
amo você de todas as formas que possa existir, e me sinto amada dessa mesma forma.

A história dos três mundos. Sonhos de Einstein.

“19 de aril de 1905
 
É uma manhã fria de novembro e caiu a primeira neve. Um homem vestindo um longo casaco de couro está na sacada do seu apartamento no quarto andar na Krangasse observando a fonte Zähringer e a rua branca logo abaixo. A leste, ele pode ver o frágil campanário da catedral St. Vincent e, a oeste, o telhado arqueado do Zytgloggeturm. Mas o homem não está olhando para leste ou oeste. Ele está com os olhos fixos em um pequeno chapéu vermelho deixado na neve, e está pensando. Deve ir à casa da mulher em Friburgo? Suas mãos agarram a balaustrada de metal, soltam-na, agarram-na novamente. Deve visitá-la? Deve visitá-la?
Decide não se encontrar mais com ela. Ela é manipuladora e autoritária, e poderia tornar sua vida um inferno. Talvez nem estivesse mesmo interessada nele. Em vez disso, ele decide continuar na companhia de homens. Trabalha duro na farmácia, onde mal nota a subgerente. À noite vai para a brasserie na Kochergasse com seus amigos e bebe cerveja, e aprende a fazer fondue. Depois, três anos mais tarde, conhece uma outra mulher em uma loja de roupas em Neuchâtel. Ela é simpática. Fez amor com ele muito, muito lentamente, durante alguns meses. Após um ano, vem morar com ele em Berna. Eles vivem tranquilamente, caminham juntos à margem do Aare, fazem compahia um ao outro, envelhecem felizes.
No segundo mundo, o homem com o longo casaco de couro decide que precisa encontrar a mulher de Friburgo novamente. Ele mal a conhece, ela pode ser manipuladora e seus movimentos sugerem volatilidade, mas aquela expressão suave quando ela sorri, aquela risada, aquele jeito inteligente de usar as palavras. Sim, precisa encontrá-la de novo. Ele vai até a casa dela em Friburgo, senta no sofá ao sei lado, em poucos instantes percebe seu coração galopando e sente-se minado diante da brancura dos braços dela. Eles fazem amor ruidosa e apaixonadamente. Ela o convence a mudar-se para Friburgo. Ele larga seu emprego em Berna e começa a trabalhar na agência postal de Friburgo. Ele queima de tanto amor por ela. Todo dia, ele vem para casa ao meio-dia. Eles comem, discutem, ela reclama que precisa de mais dinheiro, ele protesta, ela arremessa panelas contra ele, eles fazem amor novamente, ele volta à agência postal. Ela ameaça deixá-lo, mas não o deixa. Ele vive para ela, e está feliz com sua angústia.
No terceiro mundo, o homem também decide que precisa encontrá-la novamente. Ele mal a conhece. ela pode ser manipuladora e seus movimentos sugerem volatilidade, mas aquele sorriso, aquela risada, aquele jeito inteligente de usar as palavras. Sim, precisa encontrá-la de novo. Ele vai até a casa dela em Friburgo, encontra-a na porta, toma chá com ela na mesa da cozinha. Eles conversam sobre o trabalho dela na biblioteca, o emprego dele na farmácia. Depois de uma hora ela diz que precisa sair para ajudar um amigo, diz adeus, e eles se despedem com um aperto de mãos. Ele viaja os trinta quilômetros de volta a Berna, sente-se vazio durante a viagem de trem, sobe para seu apartamento no quarto andar na Kramgasse, vai para a sacaada e fica olahdno o chapéu vermelho deixado na neve.
Estas três cadeias de eventos realmente acontecem, simultaneamente. Pois, neste mundo, o tempo tem três dimensões, como o espaço. Assim como um objeto pode mover-se em três dimensões perpendiculares, horizontal, vertical e longitudinal, um objeto também pode participar de três futuros perpendiculares. Cada futuro move-se em uma direção diferente do tempo. Cada futuro é real. Em cada ponto de decisão, seja ela visitar uma mulher em Friburgo ou comprar um casaco novo, o mundo se divide em três mundo, cada qual com as mesmas pessoas mas com destinos diferentes para elas. No tempo, há uma infinidade de mundos.
Alguns não se importam com decisões, argumentando que todas as decisões possíveis ocorrerão. Em um mundo como este, como pode uma pessoa ser responsável por seus atos? Outros afirmam que cada decisão deve ser examinada e tomada com espírito de comprometimento, pois sem comprometimento há caos. Essas pessoas são felizes por viverem em mundos contraditórios, desde que saibam a razão para cada um deles.”
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Mudou em mim a forma de entender a vida. Verdade ou não, me conforta pensar que existem milhões de mim fazendo exatamente aquilo que eu quis de uma forma ou de outra.
Existe eu matemática, professora, loira, ruiva, morena, menos cansada, mais cansada, mais teimosa, menos implicante, com mais erros, mais acertos.
Existe um beijo não dado, uma palavra não dita, uma dança, um olhar,
Existe o depois do café de hoje.
Isso me faz seguir sem arrependimentos.
Confesso, eu quero 2 horas nesses mundos paralelos. 2 horas pra lembrar de ter feito.
Mas de todas esses outros mundo, sei que esse que aqui escrevo, é o das escolhas mais minhas, mais Marcela.
Tudo isso é meu complemento.
E a coincidência: 19 de abril, é meu aniversário.

dizendo aqui e acolá o que não digo a ninguém, construo minha vida, e o passo é um de cada vez.
são escolhar minhas, essas de coração, de cabeça, de emoção.
e pra tudo isso há o nada, o sim e o não.
o resultado? só quando eu decidir pra onde ir.
por enquanto eu aposto todas as fichas em uma coisa só: nós.
nós que somos um, nós que somos 4.
e o vento junto ao tempo, sabem sempre levar pra longe o que não mais precisa estar perto.
o que resta é essência, é olhar, é isso aqui.
desses dias assim, quietos, onde palavras perdem-se pois já não são mais necessárias.

permita-se

eu sou o novo, eu sou o velho.
sou a brisa, calmaria, gritaria.
eu vejo números em árvores.
eu sou forte, sou fraca.
eu vou atrás do que procuro.
eu fujo quando tenho medo.
eu sinto coração quando te vejo,
amo quando posso.
sou vento forte em dias quentes.
eu canto alto, sussurro ao pé do ouvido.
eu te vejo de longe, de perto.
eu sou palavras, sou cantigas.
eu sou uma potência em tudo.
sou escolhas, sou caminho.
eu quero o mundo colorido.
eu espalho sorrisos.
eu sou triste, sou feliz.
eu sou extremos.
eu sou a sorte, sou inspiração.
sou careta, em ambos sentidos.
sou de doce, de amargo, de limão com sal.
sou jujuba e chiclete.
eu sou o que quero ser.

12:12 31/03/2009

Eu canso de muitas vezes pedir desculpas e não me sentir errada.
Você erra também.
E me vejo magoada e sozinha hoje.
Talvez, seja uma fase de tudo novo na sua vida, essa vida, que não sei mais se me inclue.
Eu me vejo e me pergunto se ainda consigo ficar e continuar assim.
A resposta que eu ouço, é a que me dá medo, angústia, e lágrimas surgem nos olhos.
Mas, eu cheguei até aqui, e sei, que consigo continuar.
O amor não acabou, a saudade não acaba, mas talvez tenha sim chegado ao fim o nós.
Eu aqui escrevo o que sinto e não posso te falar, porque simplesmente você não me ouve mais.

vida ao modo meu.

eu falo sobre a vida, da forma como eu a vejo, sinto e vivo.
sonhei com o não eu. eu não era eu, você não existia, os medos eram frequentes.
o novo se aproxima de forma corrente e rápida. decisões que mudarão nossas vidas para sempre indiferente de qual for o resultado.
falar de amor já não mais preciso, eu preciso falar de vida, pois essa, se resume ao todo, em amor.
de nada adianta eu querer gritar com as pessoas que não querem ouvir mesmo se falo baixo.
a consequência existe em todos os atos que decidimos.
volto ao início onde sei que a base é sim a família. a que eu construo todos os dias aqui na minha casa.
aos poucos eu aprendo a ser paciente, e fazer a minha parte.
eu te alertei quando achei necessário.
eu te abracei quando precisou.
eu me diverti ao meu modo ao lado de quem gosto.
eu falei sinceras palavras que as vezes realmente dói quando achei que precisava escutar.
eu estou do seu lado quando precisar.
não espero que tudo volte já. nem fiz esperando.
eu fiz porque o universo assim funciona.
faça o bem, que ele retornará.
dias assim passam rápido.
mas, sei que logo melhores virão, e hoje ainda é o começo, e sei que faremos tudo o que é necessário.
essa vida eu que vivo.
vida que eu tenho orgulho de cada passo, cada erro, cada acerto, cada choro, sorriso.
vida que eu nunca conseguirei aqui falar, posso apenas viver, e aqueles que querem torcer, ao nosso lado estarão.

Eu quero esse sonho que está na minha essência.

Isso tudo me faz eu
Essa vida
esse amor
essa música
esse cheiro
esse beijo
essa cama
sua boca
meu cabelo
nosso cheiro
essa luz
aquela noite
sua foto
essa mesa
esse som
essa lágrima
esse grito
essa tv
esse chão
esse meu
esse seu
esse nosso
esse sempre
esse nunca
esse sonho.
Você, eu, eles.
Cheguei até aqui por você e com você.
Somos nós.
Minha essência, minhas razões.
Esse eu.

À extremidade de mim estou eu.

Como gosto musical, não agrado a todos, não sou muitas vezes legal, não é toda hora que estou feliz, mas também não sempre triste. Ás vezes agitada, ás vezes calma, ás vezes empolgante ou não. Sou boas lembranças, sou rock and roll. Sou de fechar os olhos e imaginar algum lugar além do arco-íris, sou de sentir no fundo do meu coração que meu destino era você. Fui de tocar em frente e aprender que cada um carrega o dom de ser capaz e feliz. Fui de acreditar na lenda, e de saber que existe o imortal. Ouvi cramberries na virada do ano com lágrimas no rosto, ouvi na mente nossa casa pré fabricada em muitos beijos. Sou do celular da Naná e de saber como é lindo o Toca Ogan tocar. Foi numa história de fogo que me derreti mais ainda pelo amor, e foi numa tv a cabo que me lembrava das suas risadas. Descobri o primeiro amor, e o raio de sol na praia. Senti Vivaldi diferente, e Beethoven ouvindo surdo dentro do meu coração. Tive momento Beatles em Curi, e momento funk em Salvador. Até cantei o que chamaram de minha música. Com o azul, eu vi algo que era só nos sonhos. Cantei alto no carro como se fosse a festa, e na santa chuva também cheguei a chorar. No caminho das águas eu queria meu pai, e na despedida parei de pensar realmente. Quantas histórias, quantas lágrimas e sorrisos sozinhos. Apenas de ouvir, era uma dor que ás vezes voltava, e uma alegria que eu aprendi a ter. E sei que virão muitas outras em diferentes fases, em diferentes sentimentos. E espero que essas, junto com isso que tá aqui dentro, continue resultando em palavras, minhas, suas, nossas. Em siglas, em dizer e não dizer. Em sentir, em não gostar, em adorar. Em qualquer idioma, mesmo errado, em qualquer pensamento. Palavras soltas, palavras juntas, palavras que resumem tudo, e muitas que nada signifiquem.
Minha história até aqui não foi vazia. O que eu carrego, é o que me faz eu. É o que me trouxe, e que no final, como sempre, se resume a uma única coisa, o amor.