vida ao modo meu.

eu falo sobre a vida, da forma como eu a vejo, sinto e vivo.
sonhei com o não eu. eu não era eu, você não existia, os medos eram frequentes.
o novo se aproxima de forma corrente e rápida. decisões que mudarão nossas vidas para sempre indiferente de qual for o resultado.
falar de amor já não mais preciso, eu preciso falar de vida, pois essa, se resume ao todo, em amor.
de nada adianta eu querer gritar com as pessoas que não querem ouvir mesmo se falo baixo.
a consequência existe em todos os atos que decidimos.
volto ao início onde sei que a base é sim a família. a que eu construo todos os dias aqui na minha casa.
aos poucos eu aprendo a ser paciente, e fazer a minha parte.
eu te alertei quando achei necessário.
eu te abracei quando precisou.
eu me diverti ao meu modo ao lado de quem gosto.
eu falei sinceras palavras que as vezes realmente dói quando achei que precisava escutar.
eu estou do seu lado quando precisar.
não espero que tudo volte já. nem fiz esperando.
eu fiz porque o universo assim funciona.
faça o bem, que ele retornará.
dias assim passam rápido.
mas, sei que logo melhores virão, e hoje ainda é o começo, e sei que faremos tudo o que é necessário.
essa vida eu que vivo.
vida que eu tenho orgulho de cada passo, cada erro, cada acerto, cada choro, sorriso.
vida que eu nunca conseguirei aqui falar, posso apenas viver, e aqueles que querem torcer, ao nosso lado estarão.

Vida, amor, eu.

Como vir aqui e dizer tudo isso do coração?
Dizer que hoje eu vendo o nada, vi que nada somos. Nada podemos.
Com a cabeça confusa, o coração desesperado eu hoje chorei. Chorei por tudo que não posso mudar, que devo aceitar, e encarar dessa forma a vida que ás vezes me angustia tanto.
A verdade é que somos o que escolhemos. E nada nos faz mudar, a não ser nós mesmos.
É a sensação de decepção que tanto dói, a de saber que não tem volta, a de pensar que talvez nem tudo seja pra sempre.
É praticamente ir atrás da infelicidade. É saber que aquilo só vai te magoar, e que volte todos aqueles sentimentos tão difíceis. Mas, e o amor?
Como podemos não pensar no amor. Será que aquilo que tanto ouço seja realmente verdade? Não. Amor existe sim.
Como sempre a dúvida em momentos assim. Dúvida da vida, não do amor.
E nessas horas que eu sei, que aprendi aos poucos, mas aprendi. Aprendi a respeitar, a ouvir, a falar, a amar, a entender.
Não julgo mais, nem discuto. Apenas procuro um canto onde eu possa encontrar a paz, os sentimentos, os pensamentos positivos.
A calmaria encontro aqui, em palavras poucas, bobas, sozinhas. Encontro na música recém descoberta, na bagunça dos cães. Tudo isso me torna quem sou, porque tudo foi eu quem escolhi.

Marcela Silva
24/12/2009 00:00