2016

Último dia do ano.

2016 eu me formei. Parecia que nunca ia chegar o dia da última prova, mas chegou, e eu terminei o sexto semestre, o que me deu um diploma.

2016 eu viajei. Eu vi lugares novos, peguei muita estrada, andei horrores, comi comidas diferentes e deliciosas, vi um linx na natureza, comi blueberries direto do pé.

2016 eu trabalhei. Eu comecei a trabalhar com pessoas incríveis, numa empresa que me enche de orgulho, e hoje posso dizer que trabalho com amigos, fazendo o que eu amo.

2016 eu me diverti. Com a família, com os melhores amigos que eu poderia ter, com o marido, comigo mesma. Me diverti de chorar de rir, de acordar no dia seguinte com dor na barriga das risadas da noite anterior. Me diverti jogando em casa, fazendo picnic no parque, num jantar aqui ou na casa de alguém, no cinema, na rua.

2016 eu amei. Over and over again. Passei dias no sofá aproveitando uma séria velha ou nova com ele, dividi todas as alegrias, tristezas, dúvidas e incertezas da vida, dividi sonhos, medos, pensamentos, realizações. Cozinhamos, lavamos louça. Choramos e rimos juntos. Conversamos sobre tudo ou sobre nada. Dormimos e acordamos juntos.

2016 eu me despedi da Molly. Assim, inesperado, praticamente de um dia pro outro. Eu não tive tempo de deixar ela comer o que ela quisesse, ou de deixar ela dormir todos os dias na cama. Eu só tive tempo de dizer que eu a amava, e que ela foi a melhor filha que eu poderia ter tido.

2016 eu cresci. Comecei a me exercitar, a comer melhor, a querer melhorar como pessoa, a ter mais empatia, a querer aprender mais, e isso tudo é um processo contínuo.

2016 eu senti saudade. Eu ainda sinto. Saudade do Fred e da Molly. Saudade da minha família, saudade de estar na praia tomando água de coco, saudade de acordar e ir na padaria comer um pão na chapa com vitamina de laranja. Saudade de ir num show do Otto, saudade de passar a noite toda rindo com meus primos. Saudade de comer um bolo do Osvaldo, ou de ir na minha vó.

Em 2016 aconteceu muita coisa. Como todo ano, aprendi muita coisa e passou rápido sendo devagar. Adotamos um gato que não estava nos planos, arrumamos a sala de jantar, joguei videogame, li, escrevi no moleskine, ouvi música, falei muito, compartilhei pensamentos, e tanta coisa mais.

Não tá sendo um post bonito, ou inspirador, mas é um bom resumo de tudo que ficou marcado nesse ano, um pouco de tudo que aconteceu, bom ou ruim, bonito ou não.

Que venha um ano novo, os 33.screen-shot-2016-12-31-at-12-22-57-pm

E se tudo isso nunca passar? E se a dor não diminuir?

E se eu ficar, dar tempo ao tempo, mas nem o tempo ajudar?

Eu to com medo.

Eu to me sentindo tão sozinha.

Eu só queria que nunca tivesse acontecido.

tempo

e o tempo passa, até pra mim que sonho acordada e vivo através de segundos, ele passa.
passa tão rápido que as vezes preciso tomar uma decisão antes que eu estrague tudo e não perceba.
passa e me ensina a saber esperar.
passa e tira minha ansiedade do depois.
e agora continua passando como um filme favorito que tantas vezes eu vi.
tempo de ler, ver, ouvir.
anseio por ouvir uma música que gosto enquanto dirijo os poucos km até meu trabalho, ouvir alto, cantar alto.
as palavras que quero dizer amanhã já estão sendo formuladas em minha cabeça agora.
vejo meu filme favorito como se fosse agora diante de meus olhos.
passou tanto, e ainda vai passar.
faltou tanto, e ainda falta.
amei tanto, e ainda amo.